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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mercado de São José

História 

Foto: Patrícia Nogueira 


Com sua imponente estrutura arquitetônica do século XIX, o mercado fica localizado no bairro de São José, no centro do Recife. Considerado o marco cultural de Pernambuco, pela existência da diversidade de produtos, tem sido a representação do desenvolvimento comercial. Hoje possui 548 boxes, divididos entre a parte interna, com 423 locatários e da área externa com o número de 125.

A antiga Vila dos pescadores pertencia à igreja da Penha, que após 54 anos de luta judicial, foi dada a posse das terras para a construção de um dos primeiros mercados públicos do Brasil. Desde 1973, tombado Patrimônio Histórico Nacional, sendo reconhecido pela sua arquitetura de influência francesa.

Há 135 anos fazendo parte da História de Pernambuco, vem através deste especial, mostrar a vida dos comerciantes, que cresceram no local, se misturando aos corredores dos diferentes setores de artesanato, gastronomia, religiosidade e que continuam atraindo os olhares dos visitantes.

Artesanato


Foto: Patrícia Nogueira

A diversidade dos produtos encontrados faz do mercado, um dos maiores centros de compras do Estado, permitindo que se conheça em pouco tempo a tradição e a riqueza cultural, que envolve o povo nordestino.

A maior parte dos locatários trabalha vendendo artesanato de barro, herança deixada pelo Mestre Vitalino, mais conhecido como o rei do barro. Entre os corredores, é possível encontrar cestas de palhas, bonecos, tecidos de algodão, redes e panos rendados. Objetos que conquistam os clientes ficando impossível, não levar os produtos oferecidos nas prateleiras.

Uma das vendedoras de artesanato mais antiga, natural de Timbaúba interior do Estado, Severina Trajano, 49 anos, recebe seus produtos para revenda de várias regiões do estado de Pernambuco, além das cidades de São Luís e João Pessoa. “Construí minha vida aqui e gosto de conviver com todos desse mercado. Só saio daqui quando morrer, minha vida está ligada a este lugar”, fala emocionada.


Gastronomia
Na parte gastronômica servida no pátio de refeições localizado no lado de fora do mercado, serve diariamente, vários pratos típicos como macaxeira, inhame, galinha guisada, buchada de boi, feijão caseiro, sopa, munguzá, o típico cuscuz, entre outros. Eles são vendidos a preços bem populares, em média R$ 5.
Em meio há tantas variedades, as histórias de muitos comerciantes deste setor, se misturam ao cheiro das comidas. Como é o caso do assessor da Comissão Permanente do Mercado, Abdenago de Souza Leite, 81 anos, conhecido popularmente como Microfone. Ele começou a trabalhar no mercado ajudando seu pai, que deixou o comércio para ele e seu irmão gêmeo, que já faleceu. “Sou locatário há 70 anos, e agora sozinho, preciso da ajuda de um sobrinho, que fica o dia todo comigo aqui no box da Praça de Alimentação”, afirma.






Religião


Foto: Patrícia Nogueira

As variedades encontradas, nos corredores apertados, desse estabelecimento comercial, não param. É possível, para quem entra pela porta principal e até mesmo na área externa, observar diversas especiarias utilizadas em diferentes rituais religiosos.
Em Pernambuco, como recebe influência da religiosidade africana é possível encontrar no mercado, produtos, para os adeptos ao Candomblé e Umbanda. Os fregueses podem comprar utensílios como tigelas, incensos, palhas decorativas, búzios, pulseiras de santos, velas, remédios e perfumes. Esses adereços normalmente são utilizados nos mais variados rituais.
Assim, agradam clientes como Marta Silva, 65 anos, dona do Centro Espírita de Umbanda, na cidade de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. “Venho sempre no mercado comprar produtos para minhas reuniões. Tudo o que eu preciso encontro aqui e consigo realizar minhas obrigações para os meus orixás”, confirma.


Turismo

Por tudo o que o mercado representa e por ser um Patrimônio da cidade, deve ser respeitado pela sua história que contribui para o crescimento econômico, social e cultural da vida de cada pernambucano, que até hoje continua a trabalhar no local. E mostra que é possível reunir em um só lugar, variedades de produtos e pessoas, sem perder a tradição.

Por isso continua sendo um dos locais mais visitados como ponto turísitco no Recife. Como mostram os vídeos do casal Veridiana Bittencourt, nutricionista, 35 anos, e Marco Antônio Kulik, dentista, 35 anos, que vinheram de São Paulo para conhecer as riquezas culturais do local.




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